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outubro 28, 2021

© Shutterstock

Primeira epidemia de vírus ancestral do SARS-CoV-2 ocorreu há 21 mil anos


De acordo com um artigo publicado na revista Galileu, a conclusão foi divulgada no jornal científico Current Biology. 

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Investigadores da Universidade de Oxford descobriram que o ancestral comum mais recente dos Sarbecovirus ocorreu há mais de 21 mil anos, tornando-o aproximadamente 30 vezes mais antigo do que pesquisas prévias sugeriam. 

No atual século XXI, a humanidade foi subjugada ao vírus do subgénero Sarbecovirus duas vezes, comodurante o surto entre 2002 e 2004, provocado pelo SARS-CoV-1, e desde 2020, com a pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo o investigador de Oxford Mahan Ghafari, num comunicado emitido à imprensa: “a nossa estimativa de mais de 21 mil anos atrás baseia-se em informações virais sequenciadas e está em concordância com uma análise recente de genômica humana, que sugere infeção com um coronavírus antigo por volta da mesma época”. 

De modo a chegar a esse número, explica a revista Galileu, os cientistas observaram a taxa de evolução de vírus, que tende a ser elevada em espaços de tempo diminutos. Porém, esse índice desacelera com o tempo. Tal ocorre porque os agentes necessitam de se manter altamente adaptados aos hospedeiros para sobreviver, o que impõe restrições na possibilidade de acumular múltiplas mutações.

“Desenvolvemos um novo método que consegue recuperar a idade dos vírus em escalas de tempo mais longas e corrigir um tipo de ‘relatividade evolutiva’, no qual a taxa aparente de evolução depende da escala temporal da medição”, diz Ghafari.

Esta foi a primeira vez que um estudo foi bem sucedido a reconstituir os padrões de declínio desse índice em vírus.

Consequentemente, esta pesquisa inédita acabou por criar uma ferramenta capaz de corrigir a falha de determinados modelos evolutivos que não conseguiram avaliar com exatidão a divergência entre espécies de vírus ao longo dos anos.

A partir de agora, será possível reconstruir a história evolutiva de agentes associados ao coronavírus SARS-CoV-2, assim como de outros vírus de ADN e RNA de épocas mais remotas.

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