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maio 10, 2021

© Shutterstock

Fadiga pandêmica? Fenômeno já atinge 60% da população mundial


A Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou um estudo que revela que cerca de 60% da população mundial já sofre de “fadiga pandêmica“. A fim de tirar todas as dúvidas sobre este fenômeno, a Ordem dos Psicólogos portugueses divulgou, nesta segunda-feira, um esclarecimento sobre o que é e como combater o “cansaço da pandemia“.

“Trata-se de um sentimento de sobrecarga, por nos mantermos constantemente vigilantes, e de cansaço, por obedecermos a restrições e alterações na nossa vida”, começa por definir a ordem profissional.

Recordando que aCovid-19 “exigiu e exige de todos nós uma grande capacidade de adaptação”, o organismo ressalta que, agora, ao fim de oito meses de pandemia e sem um fim à vista, “é natural que possamos nos sentir menos motivados para seguir as orientações e os comportamentos de proteção, após tantos meses a viver com limitações, sacrifícios e incerteza. Ou seja, em pouca palavras, é natural que “nos sintamos cansados e fartos desta situação”.

Contudo, este cansaço representa um perigo para toda a sociedade, de acordo com a Ordem dos Psicólogos. Isso porque, devido à fadiga pandêmica, “a nossa percepção de risco relacionada com a Covid-19 pode diminuir”. Mais, a acrescer a esta diminuição de sensibilidade em relação à gravidade do vírus, “os efeitos colaterais da pandemia são igualmente devastadores”, especialmente devido a fatores como “o desemprego, a perda de rendimentos ou a deterioração das condições de vida, por exemplo”.

“A crise pandêmica e sócio-econômica gera insegurança, medo e ansiedade acerca do presente e do futuro, podendo agravar ou conduzir a dificuldades e problemas de Saúde Psicológica (como a depressão, a ansiedade ou o stresse). Há estimativas que prevêem que entre 20% a 30% das pessoas sofram com o impacto psicológico da pandemia“, alerta a Ordem.

Como combater a fadiga pandêmica?

De acordo com a Ordem dos Psicólogos, “apesar do cansaço”, a verdade é que vivemos num momento em que é preciso redobrar esforços para combater o vírus e não “podemos baixar a guarda”.

“Os nossos comportamentos são fundamentais para conter a sua propagação e para nos protegermos e protegermos os outros”. Contudo, é importante continuarmos a fazer a nossa vida, procurando “atividades que aumentem o nosso bem-estar e, simultaneamente, minimizar o risco em todas as situações em que nos encontremos”.

Quatro dicas para não ceder ao cansaço e desleixo no combate à Covid-19:

1.Comprometa-se. Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento físico é como parar no sinal vermelho ou usar o cinto de segurança. Mantenha-se seguro e proteja os outros.

2. Repita. Há comportamentos que temos de repetir até se tornarem um hábito e os fazermos sem esforço.

3. Tenha sempre à mão. É mais fácil não nos esquecermos se tivermos sempre desinfetante à mão, assim como uma máscara (na mala, no carro, na entrada de casa).

4. Aceite e persista, não desista. A pandemia ainda deve durar, mas adaptar a nossa vida ao novo coronavírus é possível (e necessário). Temos que nos adaptar à nova realidade, ajustando o nosso comportamento.

As informações são do Notícias ao Minuto.

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