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Tarcísio diz que não teria problema com Lula e que petista é ‘titã’ junto com Bolsonaro


Ex-ministro lançado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa do Governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta quarta-feira (1º) que não teria problemas em se relacionar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso ele seja eleito e destacou a relevância política do petista e sua “conexão com o povo”.

“São dois titãs se enfrentando em uma eleição. Algo que nós nunca passamos. Um ex-presidente [Lula], um atual presidente [Bolsonaro]. Os dois maiores líderes políticos da história recente do Brasil. Duas pessoas que têm conexão direta com o povo”, afirmou.

Segundo Tarcísio, “obviamente vai ter uma reprodução dessa polarização em todas as instâncias”, inclusive na eleição ao governo paulista.

“Mas, passada a eleição, acabou. E aí precisa governar para todos”, disse o ex-ministro da Infraestrutura, que participou de debate na sede do Sindhosp (sindicato patronal do setor privado de saúde).

Pesquisa Datafolha de abril para o Governo de São Paulo mostrava, em um dos cenários, Fernando Haddad (PT) liderando com 29%, seguido por Márcio França (PSB), com 20%, Tarcísio, com 10%, e o governador Rodrigo Garcia (PSDB), com 6%.

Pouco conhecido pelos eleitores, o ex-ministro também apontou baixa rejeição, com 16%. O líder neste quesito é o ex-prefeito Fernando Haddad, com 34%.

Na última segunda (30), o pré-candidato do Republicanos afirmou que não havia “nenhum tipo de golpismo, fala golpista, risco de golpe” por parte de Bolsonaro apesar de repetidas insinuações golpistas feitas pelo mandatário.

No evento desta quarta, Tarcísio disse que, caso seja eleito, considera levar a sede do Executivo estadual do Morumbi para o centro da capital paulista.

“É uma possibilidade concreta, porque beneficia o centro todo se o centro do poder estiver lá”, afirmou.

Para o republicano, a alocação de sedes administrativas do governo para o centro de São Paulo seria uma das soluções para revitalizar a região e até acabar com a cracolândia.

Ações policiais que tiveram início no último dia 11 na praça Princesa Isabel, no centro da cidade, espalharam os usuários de drogas pelas ruas da região e paralisaram o mercado imobiliário nos bairros de Campos Elíseos e Santa Cecília.

“A cracolândia só vai acabar no dia em que as pessoas estiverem circulando no centro”, disse Tarcísio.

Além de destacar a relevância política tanto de Lula como de Bolsonaro, Tarcísio voltou a defender a vacinação em massa, adotando um discurso diferente do pregado pelo presidente.

Com a retomada do crescimento de casos de Covid-19, ele afirmou que a situação demanda vigilância permanente e se disse a favor da imunização de cidadãos de todas as idades, além do uso de máscaras.

“O fato de a gente ter tido uma vacinação em massa que proporcionou uma redução de casos não significa que a gente possa baixar a guarda”, defende. “O que tiver de medida a ser tomada para atenuar um surto e não pressionar sistemas de saúde tem que ser feito.”

As informações são do Folhapress