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dezembro 14, 2019

© Reprodução

Prefeito do PT preso pagou R$ 1,6 milhão a outro alvo na operação do GAECO


DINHEIRO PÚBLICO

Um processo de fiscalização que tramita no Tribunal de Contas do Estado do Piauí, que tem como relatora a conselheira Waltânia Alvarenga, referente ao exercício de 2017 da Prefeitura de Bertolínia, evidencia, em seu bojo, que o prefeito do município Luciano Fonseca de Sousa pagou R$ 1,6 milhão por aquisição de combustível a um posto do ex-prefeito de Sebastião Leal, José Jeconias Soares Araújo, quando este era impedido de contratar com a administração pública, em face de condenação por improbidade administrativa imposta pela Justiça Federal.

Ambos foram alvos na Operação Bacuri, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).

“Verificou-se que o Município de Bertolínia durante o exercício de 2017 empenhou o valor total de R$ 1.912.423,63 e pagou R$ 1.609.217,41 junto à empresa Posto San Matheus LTDA para aquisição de combustível e lubrificante (…)”, traz relatório.

“Ocorre que, em consulta a Justiça Federal, verificou–se que o Sr. José Jeconias Soares Araújo, CPF 341.283.363 – 00, sócio da empresa vencedora do certame licitatório, ao tempo de sua gestão como Prefeito de Sebastião Leal por dois mandatos (2005 – 2008 e 2009 – 2012), foi condenado pela Justiça Federal do Piauí, no Processo nº 7612 – 03.2010.4.01.4000, por improbidade administrativa, resultando na obrigação de ressarcimento do dano, acrescido de multa, na suspensão dos direitos políticos por cinco anos e na proibição de contratar com o Poder Público, ou receber benefícios/incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos” complementa.

HÁ MUITO SENDO ACOMPANHADO

A gestão de Bertolínia, cujo prefeito foi reeleito, há muito vinha sendo acompanhada pelos órgãos de controle, incluindo o órgão de inteligência do Tribunal de Contas do Estado, que chegou a repassar informações ao GAECO e ao Ministério Público Federal (MPF).

O MPF também acompanha e investiga as peripécias da gestão petista no município do cerrado piauiense. 

As prestações de contas do ano de 2013 a 2017 serviram como base para achados importantes das práticas do gestor municipal, além das inúmeras denúncias e suspeitas que se seguiram ao longo de anos, incluindo o uso de uma ambulância para suposto pagamento de dívida pessoal do gestor município, o que Luciano Fonseca nega.

As informações são do 180.

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