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setembro 27, 2020

© Reuters

Com pé na Aliança, Eduardo Bolsonaro se propõe a apaziguar PSL


Um dos nomes que devem migrar para a Aliança pelo Brasil assim que o novo partido do presidente Jair Bolsonaro for criado, o deputado Eduardo Bolsonaro se propôs, na terça-feira (17/12), a apaziguar a antiga sigla do capitão reformado, o PSL.

As promessas de pacificação do partido ocorreram um dia após Eduardo, filho do presidente, reassumir a liderança da legenda na Câmara, desbancando a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). Na entrevista, o parlamentar negou que deseje ser líder do partido no próximo ano.

“Eu não gostaria, está em aberto, eu não gostaria, mas alguns deputados já estão pedindo”, afirmou o deputado, que disse ainda negociar com congressistas do grupo ligado ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), para escolher um nome de consenso que não seja o seu.

Eduardo criticou a curta liderança de Joice. Ele acusou a ex-líder de ter tratado mal funcionários do partido alinhados ao presidente Jair Bolsonaro. “Então vamos mostrar a realidade, quanto ela indicou de emendas parlamentares e quanto os demais deputados indicaram de emendas parlamentares, quanto ela tinha de cargo e quanto os deputados tinham de cargo. O que ela fez aqui no único dia de liderança dela”, disse.

“Se colocar isso na ponta do papel, vocês vão ver que a pessoa certa para apaziguar isso aqui sou eu. Mas ano que vem não quero ser mais líder não”.

O deputado afirmou ainda que gostaria de migrar para a Aliança, mas que, enquanto o novo partido não for criado, tem que continuar no PSL.

Também descartou retaliar os deputados bivaristas que permanecem no partido. “Falei para o governo para que executasse igualmente as emendas de todo mundo, e todos eles estão nas suas comissões”.

Nos últimos dias, Eduardo e Joice voltaram a protagonizar uma disputa pela liderança do PSL na Câmara, em meio à guerra jurídica que opõe a ala ligada a Bolsonaro e os aliados a Bivar. Joice é representante do grupo bivarista da sigla.

Na semana passada, deputados da ala bolsonarista tiveram a suspensão homologada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Eduardo, então líder, foi retirado do posto e substituído por Joice.

Horas depois, a 4ª Vara de Brasília determinou que as punições fossem suspensas até o final da deliberação sobre um processo que pede a nulidade da reunião do diretório. O PSL está recorrendo.

Segundo a decisão do juiz Giordano Resende Costa, faltou divulgação das informações sobre editais de convocação da reunião.

Com isso, os 14 deputados bolsonaristas puderam voltar às suas funções partidárias, inclusive a de assinar lista para pedir a mudança de líderes.

Haviam sido suspensos, além de Eduardo, Bibo Nunes (RS), Alê Silva (MG), Daniel Silveira (RJ) Bia Kicis (DF), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), Carlos Jordy (RJ), Vitor Hugo (GO), Filipe Barros (PR), General Girão (RN), Sanderson (RS), Cabo Junio Amaral (MG), Carla Zambelli (SP) e Marcio Labre (RJ).

Os deputados punidos e advertidos já sinalizaram que pretendem migrar para o novo partido a ser criado pelo presidente Jair Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil. Esse processo, porém, ainda pode demorar tanto devido ao trâmite para a criação da nova legenda como devido ao embate jurídico que trata dos riscos de perda do mandato por infidelidade partidária.

Eduardo Bolsonaro enfrenta ainda processos abertos no conselho de ética da Câmara. Em um deles, a deputada Joice Hasselmann o acusa de incitar um linchamento virtual contra ela. Outro se deve a uma fala sobre AI-5 (Ato Institucional n° 5, que intensificou o período de repressão na ditadura militar).

Ele afirmou em entrevista que, se a esquerda radicalizar no Brasil, uma resposta pode ser “via um novo AI-5”.

Eduardo, filho 03 do presidente, assumiu a liderança do partido na Casa em 21 de outubro, em meio a uma guerra de listas que opôs bivaristas e bolsonaristas. Naquele dia, após uma troca de acusações entre as duas alas do PSL, o então líder, deputado Delegado Waldir (GO), decidiu entregar o cargo.

O PSL tem a segunda maior bancada da Câmara, com 53 deputados. O partido está no centro de um escândalo, revelado pela Folha de S.Paulo, que envolve o uso de verbas públicas por meio de candidaturas de laranjas em Minas Gerais e Pernambuco.

O esquema foi revelado em série de reportagens publicadas desde fevereiro. Bivar foi indiciado pela Polícia Federal e o ministro Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) foi denunciado pelo Ministério Público mineiro sob acusação de envolvimento nos casos.

As informações são do Folhapress.

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