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outubro 21, 2019

© Reprodução

Bolsonaro não comenta caso de ministro do Turismo e encerra entrevista


O presidente Jair Bolsonaro voltou a evitar comentar o caso do ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio, investigado pelo esquema de supostas candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais nas eleições de 2018. À época, Álvaro Antônio presidia a sigla no estado.

Na segunda-feira, (07/10), ao sair do Ministério da Defesa, Bolsonaro conversava com jornalistas sobre o monitoramento feito pelo governo sobre as áreas atingidas por vazamento de óleo no Nordeste, quando foi questionado sobre a permanência de Marcelo Álvaro Antônio à frente do ministério. “Tá ok, obrigado”, disse Bolsonaro.

Álvaro Antônio foi denunciado na sexta-feira (04/10) pela Procuradoria e também foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito da Operação Sufrágio Ostentação por falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita. De acordo com as investigações, o ministro, então candidato a deputado federal, articulou um esquema de lançamento de candidaturas femininas sem a intenção de elegê-las, apenas para acessar recursos do fundo eleitoral.

Também na sexta-feira, ao chegar ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro se negou a comentar o caso do ministro, e atacou a imprensa. “Sem comentários”, disse três vezes. “Não tem coisas boas para perguntar? ‘Ralo’ o dia todo e não tem uma coisa boa para perguntar?”, acrescentou.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo do domingo 6 cita o depoimento de Haissander Souza de Paula, ex-assessor do ministro do Turismo, à Polícia Federal (PF), e a apreensão de uma planilha que sugerem que a verba do esquema de supostas candidatas laranjas foi desviado, via caixa dois, para financiar as campanhas do presidente Jair Bolsonaro e de Álvaro Antônio.

Nesta planilha, há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro à Presidência com a expressão “out”, o que pode significar pagamento por fora.

Também no domingo, Bolsonaro afirmou, em sua conta oficial no Twitter, que não usou dinheiro do fundo partidário e que arrecadou “na internet” 4 milhões de reais, tendo usado apenas metade. O presidente disse, ainda, que a reportagem, baseada em “mentiras”, desceu “às profundezas do esgoto”.

‘Quem não deve, não teme’

Na segunda-feira, (07/10), o ministro Marcelo Álvaro disse, em entrevista à Rádio Itatiaia, que não pretende se afastar do cargo e que tem a “consciência tranquila”. “Quem não deve, não teme”, afirmou. Ele também comentou sobre a possibilidade de a Polícia Federal uma nova investigação, para apurar se houve crime de caixa dois. “Por que me afastaria, se tenho a consciência tranquila? Não vejo problema nenhum, caso abra essa segunda investigação para caixa dois. Sempre zelei por observar as regras da lei eleitoral. Portanto, estou absolutamente tranquilo em relação a esses fatos”, disse.

Álvaro Antônio afirmou, também, que, “se houve algum delito” na campanha, “não passou pela executiva estadual” ele era presidente do PSL em Minas Gerais. “Não passou pela executiva estadual. Portanto, na minha opinião, deve-se identificar. Se houve algum delito por qualquer um por parte do partido, que se identifique e puna-se individualmente”, disse.

As informações são do Estadão.

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