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setembro 15, 2019

© Reprodução/PCDF

Grileiros que tinham ajuda de servidores são alvos de operação da PCDF


A Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã de quarta-feira (12/6), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada na invasão, grilagem e venda de terras públicas no DF. Policiais da Delegacia do Meio Ambiente (Dema) cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão. As apurações ainda identificaram a participação de servidores públicos que repassavam informações sobre operações de combate às invasões e construções irregulares, permitindo que os criminosos se articulassem na tentativa de impedir as derrubadas promovidas desde o inicio do ano.

As investigações feitas no âmbito da Operação Generous identificaram que o grupo fazia o parcelamento irregular do solo em diversas localidades do Distrito Federal e, atualmente, estava agindo na região da Granja Modelo, no Riacho Fundo 1. A organização criminosa possui estrutura hierárquica definida, com tarefas definidas entre seus membros.

Os líderes da quadrilha apresentavam-se como proprietários das terras que, na realidade, são públicas e pertencem à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). “Os lotes estão inseridos em uma importante área de preservação ambiental destinada à garantia da diversidade biológica da fauna e flora locais, bem como à preservação da qualidade dos recursos hídricos disponíveis”, explicou a delegada-adjunta da Dema, Mariana Almeida.

De acordo com as apurações, alguns membros da organização criminosa eram incumbidos da elaboração de documentos falsos com intuito de conferir aparente legalidade às vendas de lotes. Outros ficavam responsáveis pela demarcação de terrenos, realização de edificações e vendas dos lotes.

Ainda segundo os investigadores, os suspeitos cometeram crimes de extorsão e ameaça contra pessoas que se sentiram lesadas com a negociação de lotes na região. Os acusados respondem por associação criminosa, parcelamento irregular do solo, dano ambiental, falsificação de documentos, extorsão e ameaça. As informações são do Metrópoles.

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