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março 6, 2021

© Scott Olson/Getty Images

Trump quer recontagem no Wisconsin, onde Biden está na frente


A campanha eleitoral do atual presidente americano ameaça pedir recontagem de votos no estado do Wisconsin, alegando fraude na contagem de votos. Isso acontece num momento em que Biden segue à frente com 20 mil votos de vantagem.

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As margens estão encolhendo em estados-chave para decidir quem será o presidente americano para os próximos quatro anos. Um deles é Wisconsin, mas o mesmo pode se dizer da Pensilvânia, por exemplo.

Donald Trump está desde a manhã pedindo que parem de contar votos, lançando suspeitas de fraude, uma tentativa de retirar legitimidade ao avanço que Joe Biden está trilhando nas últimas horas nesses estados, algo que é natural no processo de contagem de votos.

Trump recorreu ao Twitter para criticar as mudanças nos estados da Pensilvânia, Wisconsin e Michigan. “Muito mau para o nosso país”, escreve, sobre um desenrolar de eventos que é normal nas eleições: os votos por contar podem, muitas vezes e em alguns estados para benefício do líder republicano, mudar a direção de voto do estado. Trump, porém, faz acusações de que estão “fazendo desaparecer” a sua vantagem inicial de forma ilegal.

Assim como a Pensilvânia, o Wisconsin é um ‘swing state’ e em 2016 passou de democrata para republicano, também com uma margem pequena. Nesse momento, Joe Bidensegue à frente com 49.4% dos votos contra 48.8% de Trump, uma vantagem muito frágil (cerca de 20 mil votos), mas com 98% dos votos contados (faltam33 mil votos).

A campanha do presidente americano quer, por isso, pedir uma nova contagem dos votos no estado do Wisconsin, citando “várias irregularidades em alguns condados” Uma nova contagem de votos, porém, dificilmente reverterá a vantagem de Biden, algo assumido até pelo ex-governador do estado, Scott Walker, aliado do Trump.

Por outro lado, a administradora da comissão eleitoral do Wisconsin, Meagan Wolfe, indicou durante a tarde que não existem evidências de fraude na contagem de votos e elogiou o trabalho feito pela comissão.

Com margens muito parecidas à do estado vizinho, no Michigan Biden leva vantagem de 49.6% dos votos (mais 48 mil votos), ao passo que Trump contabiliza 48.7%, quando estão 94% dos votos contados (faltam 340 mil votos). Também um estado que perdeu domínio democrata em 2016 para Donald Trump, com margem de 0,2%, pode agora mudar de ‘vermelho’ para ‘azul’.

Este cenário é agravado pela diminuição da vantagem de Donald Trump em outro estado crucial: a Pensilvânia. Trump tem uma vantagem de 53.4% (mais 463 mil votos) contra 45.3% de Joe Biden, numa altura em que estão contados 80% dos votos (faltam 1,4 milhões de votos). Este estado tem um peso de 20 delegados no Colégio Eleitoral e foi conquistado aos democratas por Donald Trump em 2016, ainda com uma margem pequena. É um dos estados mais importantes, por haver a possibilidade de mudar a agulha e tornar-se num dos estados a mudar de partido, algo que ainda só aconteceu com o Arizona.

A vantagem para Donald Trump tem diminuído à medida que são contados os votos por correio, motivo pelo qual o líder republicano insiste numa alegada ilegalidade na contagem de votos.

As informações são do Notícias ao Minuto.

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