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abril 13, 2021

© Reuters

Porta-voz de Trump deixa o cargo sem nunca ter participado de coletiva


Uma das funções de um porta-voz é responder a perguntas em nome de seu chefe. Como secretária de imprensa da Casa Branca, Stephanie Grisham deveria representar o presidente Donald Trump, mas, em cerca de dez meses, nunca apareceu na sala de briefing para responder a perguntas dos jornalistas.

Grisham, 43, teve a saída do cargo anunciada na terça-feira (7/4). Ela voltará ao cargo de chefe de gabinete da primeira-dama, Melania Trump. O nome de seu substituto ainda não foi anunciado.

A porta-voz estava no cargo desde junho de 2019 e foi a terceira pessoa a ocupar a função de secretária de imprensa no governo Trump, que começou em 2017.

Trump prefere responder diretamente à imprensa, em entrevistas coletivas e encontros quase diários, frequentemente marcados por momentos de confronto e ofensas a repórteres.

Nos últimos meses, o presidente enfrentou um processo de impeachment, do qual foi absolvido, quase iniciou uma guerra contra o Irã e agora lida com a crise do novo coronavírus.

Nesse período, Grisham evitava cruzar com repórteres nos corredores da Casa Branca e deu algumas entrevistas na TV, especialmente para a Fox News, mais alinhada a Trump.

Sua atuação foi alvo de críticas de ex-funcionários do governo e de líderes militares, que divulgaram uma carta em janeiro pedindo a volta dos encontros entre porta-voz e imprensa, uma tradição vinda de muitos governos anteriores.

Também em janeiro, o apresentador Anderson Cooper, da CNN, perguntou em seu programa porque a população deveria pagar a ela US$ 183 mil anuais de salário para dar informações se ela não estava cumprindo essa missão.

Em resposta às críticas, ela disse na época que fazia seu trabalho nos bastidores e que era acessível aos jornalistas.

Antes de chegar a Washington, Grisham foi auxiliar na Assembleia estadual do Arizona e atuou na campanha de Trump na parte de relações com a imprensa. Após a posse, se tornou porta-voz de Melania e depois assumiu outras funções no escritório da primeira-dama.

Em seu período como porta-voz, ela também fez ataques a meios como a CNN e o Washington Post, e os acusou de fazer uma cobertura tendenciosa contra Trump.

Nas últimas semanas, Grisham teve de cumprir quarentena por ter tido contato com a delegação do presidente Jair Bolsonaro, que visitou a Flórida em março. Ao menos 25 pessoas ligadas ao líder brasileiro foram diagnosticadas com coronavírus.

As informações são do Folhapress.

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