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setembro 27, 2020

© Reuters

Macron discute com policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém


O presidente francês, Emmanuel Macron, levantou a voz com policiais israelenses na quarta-feira (22/01). Os oficiais que faziam a segurança de Macron durante sua visita à Cidade Velha de Jerusalém quiseram acompanhá-lo na igreja de Santa Ana de Jerusalém, uma propriedade francesa em território israelense.

Macron começou a gritar, dizendo que a igreja pertence à França e que os seguranças israelenses não entrariam. “Não gosto do que você fez na minha frente”, gritou em inglês a um policial que estava à sua frente na entrada da basílica e que havia pedido que Macron deixasse o local.

“Por favor, vá para fora, ninguém tem que provocar ninguém, entendido?”, continuou. “Ficamos calmos, tivemos um ótimo passeio, vocês fizeram um ótimo trabalho na cidade e eu aprecio isso, mas, por favor, respeitem as regras estabelecidas há séculos, elas não vão mudar comigo, eu posso dizer isso. Aqui é a França e todos sabem as regras”, finalizou, ainda em inglês.

Antes de chegar à basílica, Macron atravessou a Cidade Velha, conversando com lojistas e fazendo uma parada na Igreja do Santo Sepulcro.

A igreja de Santa Ana, construída no século 12, foi um presente dos otomanos para o imperador Napoleão 3º em 1856 como forma de agradecimento ao apoio francês na Guerra da Crimeia. Graças a tratados internacionais, o templo religioso segue como propriedade francesa até hoje. O país é dono de outros três territórios em Jerusalém.

Um episódio semelhante aconteceu em 1996, quando o ex-presidente Jacques Chirac ficou bravo com policiais israelenses por ficarem muito próximos a ele e espantarem as pessoas que tentavam cumprimentá-lo. Chirac então colocou a mão no ombro de um segurança e pediu: “você quer que eu pegue um avião de volta?”.

Na ocasião, quando sua procissão chegou à igreja de Santa Ana, Chirac ficou furioso ao encontrar oficiais israelenses armados dentro da igreja. Ele exigiu que eles saíssem antes de entrar dentro de si.

Emmanuel Macron está em uma viagem de dois dias a Israel e aos territórios palestinos, que coincide com o aniversário de 75 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz. Ele é uma das dezenas de líderes mundiais que vão participar na quinta (23) do Fórum Mundial do Holocausto, no centro de memória Yad Vasehm, em Jerusalém.

Macron se encontrou com o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, nesta quarta, e tem ainda na agenda do dia uma reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na Cisjordânia, território majoritariamente palestino ocupado por assentamentos israelenses.

A França acredita que uma solução de dois Estados é a única opção viável para acabar com o conflito entre entre os dois lados, mas Macron descartou o reconhecimento de um Estado palestino independente, dizendo que não serviria aos esforços de paz.

As informações são da Folhapress.

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