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abril 15, 2021

© Shutterstock

Agência reguladora de Portugal diz que não há evidência para uso de ivermectina contra Covid-19


O Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), entidade que regula o setor em Portugal, concluiu nesta quinta-feira (11) que não há evidências científicas que sustentem o uso da ivermectina contra a Covid-19.

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Assim como no Brasil, setores médicos vêm pressionando as autoridades portuguesas para a indicação do vermífugo contra o novo coronavírus.

“O Infarmed, através da sua Comissão de Avaliação de Medicamentos, analisou os artigos e publicações disponíveis e informa que se entende que, à data, dadas as limitações metodológicas nos ensaios em que a ivermectina foi utilizada, e as dúvidas quanto à dose adequada e sua segurança no âmbito da infeção causada pelo SARS-CoV-2, não existem evidências que apoiem a utilização deste medicamento na profilaxia e tratamento da Covid-19”.

A entidade diz que seguirá acompanhando os estudos relacionados ao fármaco.

A própria criadora da ivermectina, a farmacêutica Merck (MSD no Brasil), também não recomenda que a substância seja usada para este fim. Em comunicado divulgado em fevereiro, a empresa afirma que não há evidências pré-clínicas nem clinicas da eficácia da ivermectina no combate à Covid-19.

O uso da ivermectina contra a Covid-19 também não é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e nem pela EMA (Agência Europeia do Medicamento).

Embora a autoridade do medicamento lusa afirme não ter encontrado evidências para recomendar o uso do vermífugo contra o coronavírus, não há impedimento legal para que os médicos continuem receitando a substância para este fim.

Em entrevista ao jornal Expresso, o bastonário (presidente) da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou que esses profissionais “não estão a fazer nada contra as boas práticas médicas”.

“A utilização off-label [para indicações não autorizadas] está associada à experiência clínica, é da responsabilidade do médico e do doente e é feita com milhares de medicamentos. Por exemplo, na dermatologia faz-se muito”, completou.

Com informações da Folhapress.

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