© Divulgação / PF

Empório da Fraude: PF prende grupo que fraudou R$ 2 milhões da Caixa


A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (5/11), as operações Fraudcard e Empório da Fraude para desarticular esquemas criminosos voltados para a prática de fraudes em contas  mantidas na Caixa Econômica Federal. O prejuízo chega a R$ 2.372.931,54, todavia, a PF informou que o valor pode ser muito superior, fato que será apurado com a análise dos materiais apreendidos.

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No total, são cumpridos  24 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Jundiaí, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Santa Isabel, além da quebra de sigilos de dados dos investigados e sequestro de bens.

As ações são desdobramentos da força-tarefa Tentáculos, instituída para a repressão a fraudes bancárias eletrônicas e que envolve a cooperação entre a Polícia Federal e as instituições bancárias.

A Operação Fraudcard  teve início após o recebimento de informações, encaminhadas pela Caixa, noticiando a existência de 128 contas fraudadas entre julho de 2019 e janeiro de 2020.

O esquema criminoso era praticado por meio da alteração de endereços de correntistas, seguida da solicitação de segunda via dos cartões bancários, que eram entregues em endereços pertencentes aos investigados ou a pessoas a eles relacionadas. Uma vez desbloqueados, os cartões eram utilizados em maquinetas registradas em nome dos envolvidos e de terceiros mas que permaneciam na posse dos investigados e no comércio formal.

Transações comerciais

A Operação Empório da Fraude iniciou-se com a análise de informações inseridas na Base Nacional de Fraudes Bancárias Eletrônicas, que indicaram golpes em contas bancárias por meio de aplicativo da Caixa.

Os investigados alteravam os endereços das vítimas, substituindo-os por outros próprios ou de terceiros. Posteriormente, também era solicitada a segunda via dos cartões e, após seus recebimentos, eram realizadas transações em estabelecimentos comerciais.  As investigações identificaram a realização de 64 transações fraudulentas entre janeiro e setembro de 2020.

Os delitos apurados são os de associação criminosa, furto qualificado mediante fraude, uso de documento falso e falsidade ideológica.

Com informações do Metrópoles.