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outubro 16, 2021

© Reprodução

Documento revela à CPI o que Pazuello e Queiroga esconderam


Chegou às mãos dos senadores da CPI da Covid-19 um documento que é ouro puro. Tem como título: “Orientações do Ministério da Saúde para manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19”. É de setembro do ano passado quando o ministério estava entregue ao general Eduardo Pazuello.

Faz 13 considerações iniciais para justificar o uso de cloroquina. Algumas delas:

Considerando que até o momento não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para a COVID-19;

Considerando que alguns Estados, Municípios e hospitais da rede privada já estabeleceram protocolos próprios de uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratamento da COVID-19;

Em depoimento à CPI, Pazuello jamais admitiu a existência desse documento, nem o uso de drogas ineficazes no tratamento de crianças. Tampouco seu sucessor, Marcelo Queiroga.

Quanto à Queiroga, o mais ensaboado dos ministros do governo, que só usa máscara quando está em público ou corre o risco de ser fotografado, seu nome consta ao pé do documento.

Ali são referidos 67 trabalhos supostamente científicos que sustentariam a prescrição da cloroquina e de outras drogas. O de número 39 diz assim: LOPES, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga.

É o homem que obedeceu à ordem de Bolsonaro para suspender a vacinação de adolescentes e que em Nova Iorque, ontem, agradou ao chefe ao dar o dedo para manifestantes que o vaiaram.

Com informações blog do Noblet.

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