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outubro 16, 2021

© Reprodução / TV Globo

Caio Ribeiro diz que diagnóstico de câncer foi ‘porrada no estômago’


O comentarista Caio Ribeiro, 46, da Globo, fazia alongamento quando o fisioterapeuta Cadu Ramos observou a presença de um nódulo em seu pescoço. O profissional, então, orientou o ex-jogador a conversar com o próprio pai a respeito, o patologista Dorival José Decoussau.

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Foi aí que o médico disse ao filho, “Caio, você vai para o hospital amanhã, sei quando há um mau jeito ou uma picada de inseto.”
No dia 7 de julho, o ex-atleta recebeu o diagnóstico: linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, composto por órgãos e tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade do corpo. A notícia, segundo ele, foi o momento mais doloroso.

“Nessa hora machuca, bate um medo, e você pensa que sempre fez esporte, se cuidou. Tenho muita coisa para viver com a minha família”, diz em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

O comentarista conta como tentou esconder a doença do público, principalmente para preservar os filhos, Valentina, 6, e João Gabriel, 10, e o que fez para conseguir manter o seu otimismo ao longo dos dois meses de sessões de quimioterapia.

Durante o tratamento, pediu à Globo para que continuasse trabalhando, como forma de espairecer.

“Enfrentei da melhor maneira, graças a Deus, muito em função da onda de apoio que recebi. Foram 40 mil, 50 mil mensagens nas redes sociais, uma mobilização que me deixou emocionado.”

Caio decidiu trazer o caso a público em razão das consequências do tratamento e escolheu a noite de sexta-feira, 3 de setembro, véspera do feriado prolongado da Independência, por duas razões: os programas de fofocas só voltariam na segunda, e os filhos, sem aula escolar, estariam em casa, diz ele.

Pergunta – Caio, como você está hoje?

Caio Ribeiro – Estou super bem, terminei as sessões de quimioterapia, e a resposta ao tratamento foi perfeita. Estou aguardando alguns dias para começar as sessões de radioterapia, que é tranquila, e devo voltar aos estúdios para fazer programas e jogos [a partir desta semana]. Quando você recebe a notícia [da doença] é um choque, é uma porrada na boca do estômago. Nunca imagina que aconteceria.

Eu falo linfoma de Hodgkin. Evito a palavra câncer, porque traz lembranças ruins. Dói contar para sua família, porque todos ficam inseguros em relação aos próximos passos. Tive que encarar, seguir em frente.

Ao receber o diagnóstico da doença, em julho, como você reagiu?

CR – A minha preocupação maior, e por isso que eu não assumi antes o tratamento, era o meu filho. Ele já vai fazer 11 anos, já acompanha as redes sociais e tem noção de tudo o que está acontecendo. Sou muito ligado a eles [aos dois filhos], sou o pai que leva aos treinos, aos jogos, desço para brincar no térreo.

Comecei a ficar mais quieto em casa até por conta da imunidade. O médico disse para eu evitar contatos com as outras pessoas porque, se pegasse qualquer tipo de infecção, ficaria mais exposto. Então a minha preocupação de não contar para ninguém. Primeiro porque não gosto de dar notícia ruim, encaro minhas dificuldades do meu modo, não sou o mensageiro do caos. À medida que o cabelo foi caindo, aí falei “putz, amor, [esposa Renata] é melhor tornar isso público”, e procurei a Globo, que foi muito carinhosa. Só tenho que agradecer a Globo, inclusive pela liberdade que me deram. Continuei trabalhando, o que ajudou muito a esquecer um pouco de tudo o que está acontecendo. Decidimos falar na sexta-feira à noite [3 de setembro] porque a repercussão é menor, os programas de fofocas haviam acabado e era véspera de feriado [Independência do Brasil].

Então foi uma maneira de proteger meu filho, monitorarmos o Whatsapp dele.

Você, então, tornou o diagnóstico público por que as consequências do tratamento seriam visíveis?

CR – Passei alguns dias indo para TV ou trabalhando de casa após um processo de maquiagem no qual achavam que o meu cabelo estava curto, porém cheio de falhas. Minha esposa jogava aquele spray de careca […] Foi uma libertação quando eu falei “então vamos passar uma máquina aqui, a gente assume, e as pessoas vão entender por que estou quietinho em casa”. Olhei para o meu filho, expliquei que o papai estava fazendo um tratamento e que, como em todas as doenças, existem as mais graves e as menos graves. A do papai era menos grave, o papai não vai morrer, só que um dos riscos é a queda de cabelo. A minha preocupação era diminuir o trauma, quando se fala em câncer, a primeira coisa que me vem à cabeça é a cena da Carolina Dieckmann em Laços de Família.Você tem sido grato às mensagens de afeto, e entre elas houve a do Walter Casagrande.

Com informações do Folhapress.

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