Go to ...

Jornal Liberdade

Últimas notícias do Brasil e do mundo

RSS Feed

abril 13, 2021

Foto: Arquivo pessoal

PMs criticados por beijo gay no DF são ouvidos em Inquérito Policial Militar


“Eu espero da PM-DF, como boa corporação que ela é, a punição de todos os envolvidos identificados. Por todo mal que eles me fizeram, por todo medo que eles me fizeram sentir, por toda insegurança.”

Anúncios

Harison e a cabo Cely Farias foram ouvidos em um Inquérito Policial Militar (IPM), na condição de vítimas. Em janeiro, os dois que são gays levaram seus respectivos parceiros à solenidade e foram ofendidos por um tenente-coronel da reserva, que usou as redes sociais para condenar a atitude.

A polêmica começou no dia 11 de janeiro, após a divulgação das fotos. Em um áudio, que circulou em vários grupos, um tenente-coronel da reserva afirmou que a demonstração de afeto foi “uma avacalhação” e “frescura”.

Ele disse ainda que a imagem da corporação estava “irreversivelmente maculada” (veja mais abaixo).

Somos todos iguais

Na quinta-feira, o soldado Henrique Harrison disse que deixa como mensagem a perseverança. “Para acreditar que somos todos iguais e que a gente tem os mesmos direitos e merecemos ser respeitados”, afirmou.

“O que me enche de esperança são as mensagens positivas que eu tenho recebido. Tenho esperança de que vai dar tudo certo.”

A cabo Cely, que também prestou depoimento na quinta, estava acompanhada de um advogado. A militar se apresentou fardada.

Questionada, a Polícia Militar informou que “as investigações se encontram em andamento por meio de Inquérito Policial Militar, e seguem sob sigilo, a fim de preservar a instrução criminal em curso”.

O Ministério Público do DF, por meio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), também instaurou um procedimento para a “apuração da prática homofóbica e adoção das medidas cabíveis”. No entanto, por conta da pandemia do novo coronavírus, o MP disse que foi preciso suspender o andamento do processo.

“Em virtude da complexidade do caso o NED optou por não colher os depoimentos dos envolvidos no incidente por videoconferência”, explicou o MP.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF pediu à Polícia Militar uma investigação sobre o episódio. A corporação disse que “os áudios atribuídos a um coronel da reserva remunerada manifestavam uma opinião pessoal, e seriam analisados”. À época, a PM afirmou ainda que “não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito”. No entanto, proibiu os militares envolvidos de conceder entrevistas.

No áudio enviado em grupos, o tenente-coronel afirmou que os colegas gays “não se criam” e que a corporação foi “irreversivelmente maculada” por conta dos beijos publicados pelos PMs LGBTs nas redes sociais.

“Nós hoje somos motivo de chacota no Brasil inteiro […]. Muito obrigado, senhores, os senhores conseguiram destruir a reputação da nossa Polícia Militar”, disse o militar.

“Não tenho nada a ver com a sexualidade deles. A porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem. Uma coisa é o que se faz quando se está fardado […]. Aprendemos sempre que se deve preservar a honra e o pundonor policial militar. Então é isso que foi quebrado ali. Aquela avacalhação, aquela frescura ali poderia ter sido evitada. É lamentável”, diz a gravação.

Em janeiro, o G1 entrou em contato com o tenente-coronel, que confirmou ter enviado a mensagem de voz a um grupo de amigos, mas não quis comentar o assunto.

As informações são do G1.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Mais posts de Brasil

E-mail: Jornal Liberdade,