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fevereiro 21, 2020

Reprodução Internet

Mulher assassinada ao pedir esmola mostra que sociedade está doente


Crimes e maldades sempre existiram, mas algo de muito grave atormenta a alma do brasileiro. Estamos adoecendo como nação a cada nova barbaridade gratuita, injustificável, que se apossa de nosso cotidiano. O vídeo que mostra a morte de Zilda Henrique dos Santos Leandro é prova assustadora de que a vida perdeu qualquer valor entre nós.

A forma banal e fria como agiu o assassino da moradora de rua, em Niterói, só é possível quando boa parte da sociedade se acomodou em conviver com a tragédia, a ponto de permitir que um pistoleiro circule livremente com o agravante de, segundo a advogada do acusado, possuir porte de arma.

A tese da defesa de Aderbal Ramos de Castro, quando confrontada com as imagens, beira o cinismo. Alegar que houve reação a uma tentativa de assalto fere a inteligência. É fácil constatar que Zilda levava nas mãos uma garrafa plástica de água e não oferecia nenhum perigo. Ela apenas pediu esmola, segundo testemunhas.

E o assassino, após os disparos, se afasta sem prestar nenhum socorro nem demonstrar preocupação por ter retirado a vida de uma mulher. Apenas foi embora, talvez contando com a impunidade ou negligência das autoridades quando crimes envolvem gente despossuída.

Não podemos naturalizar esse tipo de violência. Muito menos demonstrar surpresa, já que esses eventos cruéis têm ocorrido com frequência entre nós. Estamos encalacrados num mundo perverso do qual precisamos nos libertar.

O primeiro passo deveria ser aceitar que nossa sociedade está muito doente.

As informações são do R7.

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