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setembro 30, 2020

Reprodução Internet

MP faz operação contra organização criminosa que age na ‘deep web’ fomentando ataques contra minorias e mulheres


O Ministério Público do Estado do Estado (MPRJ) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio de seus Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram, na terça-feira, a segunda fase da Operação ‘Iluminate’, para identificar integrantes de uma organização criminosa investigada por fomentar o ódio e ataques contra minorias e mulheres. O grupo age em canais obscuros da internet, em fóruns nas chamadas dark web e deep web. Foram cumpridos três mandados de prisão  um no Rio de Janeiro e dois no estado de São Paulo.

De acordo com o órgão paulista, foram cumpridos cinco mandados de busca, três na capital paulista, um em Franca, no interior de São Paulo, e um no Rio de Janeiro. Foram aprendidos diversos eletrônicos que serão submetidos à perícia.

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O Ministério Público passou a monitorar esse espaço virtual para identificar algumas pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa. Os mandados de busca e prisão, expedidos pela Vara Especializada em processos contra organizações criminosas de São Paulo, recentemente inaugurada, foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Franca e Rio. A ação no Rio teve apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ). Até o momento, não informações sobre o número de presos. 

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No início de 2019, dois jovens ingressaram na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), mataram diversos estudantes e servidores, suicidando-se depois do ataque. O crime, que passou a ser conhecido como ‘Massacre de Suzano’, foi idealizado e estimulado por um ‘chan’ da dark web, o Dogolachan.

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O fórum, que é só acessível na dark net, é conhecido como um local onde são discutidos abertamente a prática de crimes, violação de direitos humanos, propagação de racismo, homofobia e misoginia.

O Dogolachan foi criado em 2013 pelo hacker Marcelo Valle Silveira Mello. O homem é conhecido por crimes de ódio e foi a primeira pessoa condenada pela Justiça do Brasil por crime de racismo na internet, em 2009. Na ocasião, o homem se posicionou contra as cotas raciais de maneira preconceituosa e foi condenado a um ano e dois meses de prisão.

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Em 2018, o fórum foi alvo de uma megaoperação da Polícia Federal para desarticular o grupo e prender os dois criadores do grupo, Emerson Eduardo Rodrigues Setim e Marcelo Valle Silveira Mello. Marcelo foi preso e condenado meses depois a 41 anos, seis meses e 20 dias de prisão por associação criminosa, divulgação de imagens de pedofilia, racismo, coação, incitação ao cometimento de crimes e terrorismo cometidos na internet. Emerson foi foragido.

As informações são do O Dia.

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