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novembro 14, 2019

© Reprodução

Mais de 20 casos de violência sexual contra crianças são registrados no MA


Pelo menos 25 casos de violência sexual contra crianças já foram registrados em 2019 no município de Codó, a 290 km de São Luís.

Os casos estão em alerta, já que são bem maiores do que os registrados no mesmo período do ano de 2018 e na maioria o agressor é alguém da própria família, segundo dados informados pelo Conselho Tutelar.

O ano de 2018 mostra que 51 crianças foram violentadas sexualmente na zona rural de Codó. Os casos são acompanhados diretamente pelo Conselho Tutelar, polícia e Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

De acordo com o Conselho Tutelar, este crime é contante em Codó. Os conselheiros tutelares afirmam que só concluirão o relatório no final deste ano, mas ressaltam que do mês de janeiro a junho de 2019 já foram registrados no órgão, que é voltado para a criança e o adolescente, pelo menos 25 novos casos de estupro.

A conselheira tutelar Arléia Cunha revela que os criminosos continuam dentro das casas das vítimas. “Tem um caso aqui que a gente que o pai abusou das quatro filhas. Todas crianças ainda na época. Avós, tios, cunhados padrastos, que é um número maior, e as vezes alguns vizinhos, mas eu diria que 95% dos casos é na própria família”.

Apesar dos números serem considerados alarmantes para o Conselho Tutelar, eles nunca são equivalentes aos dos criminosos sexuais punidos em Codó, e a maioria continua respondendo a processos em liberdade.

O também conselheiro tutelar Frank Sousa conta que quem fica solto costuma ameaçar a família da criança que ele violentou. “A gente se sente muito incomodado com isso porque o que a gente gostaria de ver era a punição logo feita e o agressor atrás das grades pagando pelo crime que ele cometeu, o crime hediondo. Mas infelizmente a morosidade é muito grande e a Justiça nos deixa de mãos atadas e enquanto isso o agressor fica passando na porta da família da vítima até mesmo ameaçando”.

Conforme a Legislação atual não precisa que o ato seja consumado para que seja considerado estupro. O crime de estupro consiste em o agente constranger alguém mediante violência ou grave ameaça a ter conjunção carnal ou permitir que com que ele se pratique qualquer ato libidinoso.

Com informações do G1/MA.

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