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setembro 29, 2020

Foto: Cleber Mendes/Agência O Dia

Homem morre na calçada de emergência do Centro do Rio


Um homem, que ainda não foi identificado, morreu na manhã de quinta-feira, na calçada da Coordenação de Emergência do Centro (CER). A vítima seria um morador de rua. Testemunhas contam que ele buscava atendimento na unidade de saúde desde a quarta-feira e por volta das 6h30 de hoje, foi colocado para fora da unidade por dois enfermeiros. 

De acordo com o comerciante Ancelmo Gomes, de 42 anos, os dois funcionários, um homem e uma mulher, levaram o paciente para fora do CER em uma cadeira de rodas, e ele ainda caminhou pela calçada por alguns minutos. “Colocaram ele para fora e ele ainda ficou gritando na rua. Mas não é a primeira vez que acontece, os funcionários colocam gente para fora de madrugada. Por volta de 7h20, ele morreu. É desumano.”

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que “embora não haja relato da equipe de plantão de atendimento do paciente na unidade durante a madrugada, a Coordenação Geral de Emergência do Centro abrirá sindicância para apurar os acontecimentos.” Dono de uma loja de azulejos, Sandro Lúcio, 43, conta que chegava para trabalhar quando viu a vítima sentada na calçada pedindo ajuda, mas não achou que a situação se agravaria. “Ele estava sentado, muito mal, inchado, de braços abertos pedindo ajuda. Quando passei, não achei que fosse algo tão sério, mas quando vi, a PM já estava aqui”, lembrou.

A Polícia Militar chegou ao local por volta das 8h30, mas a Defesa Civil só retirou o corpo por volta de 13h. Ainda segundo a SMS, às 9h da manhã, foi solicitada na unidade ajuda para atendimento a uma pessoa que estaria passando mal na rua e duas médicas do plantão foram ao local e encontraram PMs que informaram que o homem já havia sido atendido por bombeiros do Grupamento de Socorro e Emergência (GSE), que constataram o óbito.

Uma vendedora, que não quis se identificar, relatou que o homem era baiano, só aparecia na região quando precisava de atendimento médico e já havia sido internado no local, há cerca de dois meses. Ela diz que chegou a ajudá-lo na noite de ontem, com quentinhas e água. “A primeira vez que ele se internou, foram as médicas que levaram ele e quando saiu estava bem, disse que ia procurar uma Clínica da Família, que ia se tratar, voltar para a terra dele, mas ontem ele disse que estava na Mangueira e só veio para cá porque estava passando mal.”

A mulher diz ainda que o homem não estava sob efeito de drogas ou álcool quando buscou auxílio médico. Já a vendedora de lanches Nilda Sampaio, de 43 anos, disse que a vítima era calada e costumava dormir nos bancos do lado de fora da CER do Centro. “Ele era bem calado e estava sempre por aqui. Ontem ele ficou o dia todo no CER, dormindo lá dentro. Às vezes ele sumia, mas logo aparecia. Uma vez chegou a ficar internado aqui (na CER), mas sempre dormia nos bancos do lado de fora. Me pedia lanche e eu dava.”

O corpo do homem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), mas ainda não há informações sobre a sua identidade.

As informações são do O Dia.

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