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setembro 30, 2020

© Reprodução

Exército se junta à mesa de negociações para encerrar greve de PMs no Ceará


O Exército vai acompanhar as negociações do governo do Ceará para tentar colocar fim à greve dos policiais militares, que completa uma semana na quarta-feira (26/02).

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário formaram uma Comissão com representantes de cada poder, com a participação do Ministério Público do estado e acompanhamento do Exército Brasileiro, com o objetivo de acabar com o motim dos policiais militares que paralisaram as atividades desde a última terça-feira (18/02).

Com a crise na segurança pública, os últimos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública registram 170 assassinatos desde o início dos motins dos policiais.

Um dos representantes dos policiais militares que estão com as atividades paralisadas no Ceará vai ser convocado para dialogar com a Comissão formada pelo Legislativo, Executivo, Judiciário do Estado, Exército, com mediação do Ministério Público e OAB Ceará.

O procurador-geral de Justiça do Ceará, Manoel Pinheiro, afirma que o resultado da reunião com os policiais mobilizados vai ser encaminhada ao governo estadual. “Vamos fazer tudo seguindo a Constituição e as leis. Essa pessoa que será convocada deve trazer por escrito as pretensões das categorias e esse documento será submetido aos poderes do estado. Em seguida, teremos uma reunião presencial para tentar adiantar uma solução para este impasse”, reforça.

O anúncio da criação da Comissão foi feito pelo governo do Ceará na noite desta terça-feira, 25. A paralisação dos militares no Ceará chega a nove dias. Em todo o Estado, 2,5 mil soldados do Exército e 300 homens da Força Nacional reforçam a segurança em Fortaleza, Região Metropolitana e no interior, para a Garantia da Lei e da Ordem. A atuação da GLO segue até sexta-feira, 28.

230 policiais militares já foram afastados por 120 dias, estão fora da folha de pagamento a partir deste mês de fevereiro e podem ser expulsos da corporação. Eles vão responder por crimes militares, como participação em “condutas transgressivas”, bem como a “incapacidade de participação dos quadros da Polícia Militar”, segundo consta no Diário Oficial do Estado.

As informações são do Estadão Conteúdo.

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