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junho 17, 2021

© Getty Images

Estudo: Mensagens antivacina de Bolsonaro minaram esforços contra Covid


Mensagens do presidente Jair Bolsonaro e de seus seguidores nas redes sociais insuflaram uma onda de ataques à Coronavac num período crítico para o desenvolvimento da vacina, segundo um estudo que examinou milhões de publicações feitas desde o início da pandemia do coronavírus.

O trabalho sugere que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac foi alvo de uma campanha de descrédito em outubro, quando um acordo do Ministério da Saúde para comprar milhões de doses da Coronavac foi cancelado após Bolsonaro atacar a iniciativa.

Para os autores do estudo, ligados à Rede de Pesquisa Solidária, a torrente de mensagens nas redes sociais e o cancelamento do acordo, que previa compra de 46 milhões de doses do imunizante, disseminaram dúvidas sobre a segurança e a eficácia da vacina e atrasaram seu desenvolvimento.

O Ministério da Saúde anunciou o acordo com o instituto de São Paulo em 20 de outubro do ano passado, três semanas após a divulgação de estudos que comprovaram a segurança da Coronavac. No dia seguinte, Bolsonaro afirmou que mandara cancelar a compra, e o ministério recuou do acordo.

Os estudos que demonstraram a eficácia do imunizante e permitiram que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizasse seu uso no país foram concluídos em dezembro. O ministério contratou a compra de 100 milhões de doses da Coronavac após o sinal verde da Anvisa, em janeiro.

A análise da Rede de Pesquisa Solidária mostra que o interesse pelo avanço no desenvolvimento da Coronavac provocou um aumento expressivo das discussões sobre ela no Twitter entre setembro e novembro e aponta as mensagens anti-vacina como principais responsáveis por esse crescimento.

Segundo os pesquisadores, na semana de outubro em que o acordo com o Butantan foi anunciado e cancelado um dia depois, defensores da Coronavac prevaleceram nas discussões na rede social, com 52% das postagens sobre o assunto. Críticos da vacina foram autores de 44% das publicações.

Manifestações de bolsonaristas tornaram-se dominantes depois, com 85% das postagens sobre o tema na primeira semana de novembro e 57% na seguinte. Os pesquisadores analisaram o conteúdo das mensagens num período de oito semanas entre o fim de setembro e o início de novembro.

Informações Folhapress.

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