Go to ...

Jornal Liberdade

Últimas notícias do Brasil e do mundo

RSS Feed

Maio 26, 2018

© Social Media via REUTERS

Ao menos 9 morrem e cem são presos em noite de protestos no Irã


País vive uma onda de manifestações violentas contra o governo de Hasan Rowhani desde a última quinta (28)

Ao menos nove pessoas morreram e ao menos cem foram presas em mais uma noite de manifestações no Irã, informou a TV estatal local na manhã desta terça (2).

O país vive uma onda de protestos violentos contra o governo de Hasan Rowhani desde a última quinta (28). O total de mortos é de 21, segundo estimativas oficiais.

Segundo a TV estatal, seis manifestantes foram mortos quando tentavam invadir uma delegacia para roubar armas na cidade de Qahdarijan.

Em Khomeinishahr, um jovem de 20 anos e uma criança de 11 foram vítimas das forças policiais. Não se sabe quem são as outras vítimas.

Também nesta segunda um membro da Guarda Revolucionária morreu em Najafabad, a primeira baixa entre as forças de segurança do país.

Todas as cidades ficam na província de Isfahan, a cerca de 350 km ao sul da capital Teerã.

Ao todo, mais de 300 pessoas foram presas nesta que é a maior onda de manifestações no Irã desde 2009, quando milhões protestaram contra a reeleição do então presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O governo do Irã tinha advertido no domingo (31) que os manifestantes iriam “pagar o preço” pelos protestos. No mesmo dia, cortou o acesso de redes sociais, como Telegram e Instagram, no país

REVOLTA

Desta vez, as manifestações foram motivados pelas altas taxas de desemprego e inflação, além da corrupção.

Os protestos -que não têm liderança clara- começaram em Mashhad (nordeste), reduto conservador, incentivados por religiosos contrários ao moderado Rowhani.

Nos dias seguintes, eles se estenderam a outras cidades, inclusive a capital, Teerã, e os manifestantes se voltaram também contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, erguendo faixas com dizeres “Morte ao ditador!” e “Abaixo à República Islâmica”.

Fora do país, o levante tem sido estimulado por líderes contrários a Teerã, como o presidente americano, Donald Trump, e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu.INIMIGOSO aiatolá Ali Khamenei se pronunciou pela primeira vez sobre os protestos nesta terça-feira (2).

Em uma nota publicada em seu site oficial, o líder supremo responsabilizou os “inimigos da República Islâmica” por toda a agitação pela qual passa o Irã desde a semana passada.

“Nos últimos dias, os inimigos do Irã usaram diferentes ferramentas, incluindo o emprego de dinheiro, armas, política e inteligência para criar problemas para a República Islâmica”, disse Ali Khamenei.Ele também anunciou que falará à nação sobre os recentes eventos “quando chegar a hora certa”.

REAÇÕES

Pouco depois de divulgada a declaração de Khamenei, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a falar sobre o Irã no Twiiter.

“O povo do Irã está finalmente agindo contra o regime iraniano brutal e corrupto. Todo o dinheiro que o presidente [Barack] Obama tão insensivelmente lhes deu entrou no terrorismo e em seus ‘bolsos’. As pessoas têm pouca comida, inflação alta e sem direitos humanos. Os EUA estão assistindo!”, escreveu Trump.

Trump já tinha se manifestado sobre o Irã no domingo (31), quando disse que o Irã viola os direitos humanos.

Assim como no domingo, quando disse que “o povo iraniano não dá crédito às observações enganosas e oportunistas de funcionários dos EUA ou do sr. Trump”, o porta-voz do Ministério do Exterior do Irã, Bahram Ghassemi, reagiu novamente às declarações do presidente dos EUA.

“Em vez de perder tempo enviando tuítes inúteis e insultantes contra outros povo, [Trump] deveria se ocupar dos problemas internos de seu país, em especial o assassinato diário de dezenas de pessoas e os milhões de famintos e sem-teto”, declarou Ghassemi.Quem também se manifestou foi a França.

Preocupado com o número de vítimas e de prisões no Irã, o Ministério das Relações Exteriores francês não confirmou se será mantida a visita que o ministro Jean-Yves Le Drian faria nesta semana a Teerã. “O direito de protesto é um direito fundamental”, informou um porta-voz.

PETRÓLEO

Autoridades do Irã se esforçaram nesta terça-feira para dizer que a produção e as exportações de petróleo no país não foram afetadas pelas manifestações.

O Irã é o terceiro maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produz cerca de 3,8 milhões de barris por dia.

Fontes que pediram anonimato às agências de notícias informaram que, por enquanto, os protestam se concentram nas ruas.

Com informações da Folhapress.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais posts de Mundo

E-mail: Jornal Liberdade,