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setembro 21, 2018

© Reprodução/TV Mirante

Família denuncia morte por suposta omissão de socorro em hospital do Maranhão


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Uma família da cidade de Imperatriz, a 629 km de São Luís, denuncia uma suposta omissão de socorro no Hospital Macrorregional da cidade. O caso teria acontecido no sábado (7), quando Agostinho José Ferreira, de 64 anos, chegou ao hospital em um táxi com fortes dores no peito, mas não teria recebido atendimento.

O enteado da família gravou o momento em que eles chegaram ao hospital e o atendimento teria sido negado sob a alegação de que o hospital não presta serviço de urgência e emergência. No momento seguinte o enteado começa a chorar porque o padastro teria morrido ainda no táxi.

O irmão de Agostinho, Nonato Ferreira, contou que ele se queixou de dores fortes no peito ainda no sábado (7), por volta de meio-dia. Ele foi levado de táxi para serviço de saúde mais próximo da casa dele, que é o Hospital Macrorregional.

“O momento era treze horas no sábado, horário de pico. Nós moramos do outro lado da cidade e tem uma cavalgada que fecha todos os espaços para a gente chegar lá. Então não ia ter como chegar a tempo. Então aqui para o Hospital Macrorregional dá cinco minutos, mais ou menos”, afirmou o irmão do paciente.

Agostinho José Ferreira tinha de 64 anos e teria morrido antes de receber atendimento médico em hospital de Imperatriz (Foto: Reprodução/TV Mirante)A família está revoltada e quer justiça. Nonato Ferreira reiterou que, quando os atendentes do hospital decidiram receber Agostinho, ele já estava morto.

“Depois que ele já estava morto dentro do táxi levaram para dentro e não passou 40 minutos para constatarem a morte dele. Ele passou mais ou menos 30 minutos na porta do hospital”, afirmou.

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Outro caso

Uma outra polêmica envolve o Hospital Macrorregional de Imperatriz, onde todo o serviço do hospital é realizado por empresas terceirizadas. De acordo com os funcionários, desde setembro do ano passado os salários são pagos de maneira irregular.

A empresa Amazônia LTDA presta serviços de portaria e controle de acesso as alas do hospital e alguns dos 15 trabalhadores não conseguem ir ao trabalho por falta de dinheiro. Eles dizem que estão há mais de três meses sem pagamento.

 

“Devido a ausência de repasse a gente está com problemas de subsistência básica e pagar as nossas coisas. É devido nunca ter uma solução precisa a gente está fazendo esse apelo”, afirmou Rafael Milhomem, que trabalha como controlador de acesso.

A empresa que administra o Hospital Macroregional é o Instituto Gerir. A TV Mirante teve acesso a um documento enviado pelo instituto a Secretaria de Estado da Saúde no dia 04 de maio deste ano informando o atraso nos repasses e que o débito em atraso naquele mês já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais.

 

Documento aponta que o Instituto Gerir já teria apontado à Secretaria de Estado da Saúde um débito que já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Documento aponta que o Instituto Gerir já teria apontado à Secretaria de Estado da Saúde um débito que já somava cerca de 24 milhões e 500 mil reais. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

A Secretaria de Estado da Saúde informou que não reconhece nenhuma pendência financeira com o Instituto Gerir e que eventuais débitos do instituto com empresas por ele contratadas estão sendo tratados individualmente pela Secretaria.

O Hospital Macrorregional de Imperatriz afirmou que, durante 40 minutos, a equipe de médicos e enfermeiras do hospital tentou reanimar o paciente que sofreu parada cardiorrespiratória. O hospital também disse que a família do paciente recebeu orientação e acompanhamento da equipe.

Já o Promotor de Saúde de Imperatriz, Newton Belo Neto, disse que vai analisar o caso e tomar as providências cabíveis. Da redação.

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