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agosto 16, 2018

© Reprodução

DF: Servidor do GDF é condenado por pedir sexo a candidata em troca de emprego


O ex-gerente de Promoção Social da Administração Regional do Itapoã, no Distrito Federal, Claudiney de Souza Maia, foi condenado por improbidade administrativa – por oferecer sexo em troca de uma vaga de emprego. A pena aplicada pela Justiça do DF inclui perda do cargo público e pagamento de multa.

A decisão em segunda instância foi divulgada na segunda-feira (14). Cabe recurso. O G1 não conseguiu contato com Maia, e aguarda retorno do Palácio do Buriti sobre a atual situação do servidor.

O homem também é acusado de pedir favores sexuais a uma mulher em troca de uma suposta vaga em uma creche recém-inaugurada na região. A prática, segundo a Justiça, é investigada como crime de “violação sexual mediante fraude”.

Segundo as investigações, as vítimas foram assediadas em 2014. Uma das mulheres teria mantido relações sexuais com Maia – então servidor do GDF – na expectativa de obter trabalho como merendeira.

A outra vítima também foi ao encontro dele, após o ex-gerente se passar por responsável pela creche e oferecer vaga para a filha dela. De acordo com o processo, a vítima “fugiu correndo quando o acusado tentou agarrá-la, já com o órgão sexual exposto”.

Sexólogo

Apesar de a vítima não ter sido ouvida durante o processo, o documento que tramita na Justiça cita o diálogo que teria acontecido entre ela e o réu no dia da visita à creche. Segundo o texto, Claudiney se apresentou também como “professor de sexologia”.

“É, você sabe que tem mais de 800 crianças na sua frente, né? Que para isso, você vai ter que me dar alguma coisa em troca”, relatou a mulher.

“Eu fiquei calada e troquei de assunto e nós ficamos conversando, aí ele veio falar para mim que ele dava aula de sexologia, que ensinava as mulheres a fazer as coisas com os namorados, com os maridos”.

“Aí depois ele começou a me mostrar vídeo e desceu as calças, eu saí correndo.”

Condenação

Em decisão unânime dos desembargadores, que mantiveram a condenação de Maia por improbidade administrativa, a conduta do réu foi tomada “com intuito de obter favorecimentos sexuais e constranger pessoas”.

“Aproveitando-se de seu cargo, [a atitude] não condiz com a probidade administrativa esperada e exigida de um servidor público, razão pela qual impõe-se o estabelecimento das sanções descritas na lei de regência”, diz a decisão.

Com a medida, Maia tem os direitos políticos suspensos e fica proibido de contratar com a administração pública. A ele também foi imposto o pagamento de multa – que deve ser fixada de “modo razoável e proporcional”. O valor não foi divulgado.

Além disso, o réu também deverá perder a função pública – caso ainda a exerça – e os direitos políticos por 4 anos. Não há data prevista para que a denúncia na esfera criminal seja julgada. Da redação, com informações Marília Marques.

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